"E foi trazida sua cabeça num prato e dado a moça" - De profundis

sábado, 1 de agosto de 2026

"E foi trazida sua cabeça num prato e dado a moça"

17ª Semana do Tempo Comum | Sábado
Primeira Leitura (Jr 26,11-16.24)
Responsório Sl 68(69),15-16.30-31.33-34 (R. cf. 14)
Evangelho (Mt 14,1-12)

1. Perseguiram e mataram os profetas tão somente por suas palavras... Também hoje palavras são perigosas: se atacar a sensibilidade dos mundanos, se falar ou escrever algo que desagrade em demasia esses que governam o mundo será perseguido e colocado em cadeias. Não vai demorar muito para que consigam também matá-lo, a pena de morte que não o querem aplicar a assassinos e ladrões vai acabar sendo direcionada a ''crimes de opinião''. O mundo se tornou um pasto dos demônios e chegará o momento em que perecerá num dilúvio de fogo.

2. Além de mandar matar o profeta, a dona ainda pede sua cabeça num prato, tamanha crueldade e morbidez. Morbidez essa que não é uma especificidade de épocas passadas, o noticiário está recheado de cenas dignas de um conto de Edgar Alan Poe; esses dias li en passant o caso de uma dona que colou as nádegas do marido com superbonder porque ele supostamente vivia no buteco... Devido ao fenômeno de projeção da anima e ao chamado efeito Halo, os homens com relação as mulheres sofrem de algo chamado indulgência patológica. Não nos parece crível que aquele rostinho bonito seja capaz de coisas cruéis, atribuímos ao outro sexo todo tipo de virtudes imaginárias. Cuidado.

3. Cada união - adúltera ou sodomita - amaldiçoada por Deus e abençoada pelo clero conciliar é um pecado contra o sangue de São João Batista e inúmeros outros mártires que brada aos céus por vingança. O próprio João há de testemunhar contra eles no dia do juízo.

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