22ª Semana do Tempo Comum | Sábado
Primeira Leitura (1Cor 4,6b-15)
Responsório Sl 144(145),17-18.19-20.21 (R. 18a)
Evangelho (Lc 6,1-5)
A maioria dos homens tem direito a privacidade, de forma que nossa existência passa discreta, nossos pecados permanecem mais ou menos ocultos, sussurrados ao confessor. Mas alguns são dados em espetáculo ante o mundo, os anjos - e isso é realmente impressionante - e aos homens. Sua vida se torna pública, são expostos a desafios tremendos...
Assim foram os apóstolos, assim também os reis e profetas. Há muitos elementos teatrais no Antigo Testamento, como o fato do profeta Oseias desposar uma prostituta. Aquilo não era amor romântico, era espetáculo, era um símbolo, a prostituta era imagem de Israel, do quão repugnante se tornara aquela nação por seus pecados e, apesar disso Deus estava disposto a perdoá-la caso se arrependesse.
Quanto a realeza assim, vemos no Evangelho de hoje, Nosso Senhor aludia a vida do Rei Davi. A escritura a conta em detalhes, com todas as suas glórias e misérias... E não só de Davi, mas de todos os reis de Israel e Judá. Muitos nada santos e que provavelmente estão no inferno.
A Igreja sempre recomendou a meditação na vida dos santos. Também o povo sempre se interessou pela vida dos reis, aliás um Santo Rei, São Luís IX, colocava especial importância nisso, toda noite meditava a vida dos antigos reis junto de seu herdeiro.
Mas voltando ao versículo, é verdadeiramente impressionante que alguns homens sejam dado de espetáculo aos anjos. Que esses se entretenham ao observar os homens....
Se a ti foi dado o direito a privacidade, faça uso dele. A vida dos atores no palco da história não é nada fácil, se fosse não entreteria ninguém. E se Deus prepara um espetáculo, é esperado que você assista, se emocione e aplauda. Não ignore a vida dos santos e nobres, há muito o que se aprender aí.



