"À meia noite, ouviu-se o clamor" - De profundis

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

"À meia noite, ouviu-se o clamor"

21ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira
Primeira Leitura (1Cor 1,17-25)
Responsório Sl 32(33),1-2.4-5.10ab e 11 (R. 5b)
Evangelho (Mt 25,1-13)

À meia noite, ouviu-se o clamor: Eis que vem o esposo. Saí ao seu encontro. (Mt 25,6)
O noivo [da parábola] aparece a meia-noite, na mais profunda escuridão, na noite mais densa. Também Nosso Senhor nasceu a meia-noite do dia 25 de dezembro... Há certa poesia própria da noite que parece ser apreciada pelo próprio Deus. Quando o manto da escuridão cobre a terra, à luz tênue do luar, da chama que crepita.. Muitos poetas escreveram hinos a noite, muitos compositores também o fizeram, como os noturnos de Chopin e a Sonata ao Luar de Beethoven. A vigília é uma tradicional prática cristã, ficar acordado enquanto todos dormem, virar a noite em oração. Há vezes em que a dona lua está tão bonita, a temperatura agradável, a noite parece acariciar-nos no sereno, a alma é impulsionada a elevar-se, a louvar o Criador de tão sublime arte. Que saibamos nós saborear a noite em nossas orações.

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