10ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
Primeira Leitura (1Rs 18,20-39)
Responsório Sl 15(16),1-2a.4.5 e 8.11 (R. 1)
Evangelho (Mt 5,17-19)
1. Pluralismo religioso é sinal de falta de santos. Onde há santos de verdade, estes movidos por santo zelo consomem sua vida para extirpar o erro, eliminar a erva daninha das heresias e falsas religiões, tal como ilustrado pelo conflito do profeta Elias com os sacerdotes de Baal.
2. Não veio o Cristo para abolir a lei mas para cumpri-la, de modo que o Novo Testamento ilumina a compreensão do Antigo Testamento e vice-versa. Nem o Vaticano II ousa negar essa verdade de fé, como se pode ler na Dei Verbum.
16. Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sàbiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo (2). Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue (cfr. Lc. 22,20; 1 Cor. 11,25), os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica (3) adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento (cfr. Mt. 5,17; Lc. 24,27; Rom. 16, 25-26; 2 Cor. 3, 1416), que por sua vez iluminam e explicam.
Acontece, porém, que se a unidade dos testamentos e a pertinência dos escritos dos antigos não é negada na teoria - como o era pelo herege Marcião - muitas vezes o é na prática; certo romantismo afeminado tenta colocar mil escrúpulos sobre os fieis para evitar a leitura veterotestamentaria ou faz uso de uma falsa hermenêutica que esvazia o texto bíblico de sua força ou falsifica sua interpretação usando piruetas mentais para negar o que é dito de forma clara e inconteste.
Não caia na armadilha dos hereges, toda a escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar e um santo remédio contra os erros do tempo.



