"Caminharam segundo os costumes das gentes [...]" - De profundis

segunda-feira, 22 de junho de 2026

"Caminharam segundo os costumes das gentes [...]"

12º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira
Primeira Leitura (2Rs 17,5-8.13-15a.18)
Responsório Sl 59(60),3.4-5.11-12a.12b-13 (R. 7b)
Evangelho (Mt 7,1-5)

Caminharam segundo os costumes das gentes que o Senhor tinha exterminado diante dos filhos de Israel, e dos reis de Israel, que tinham feito o mesmo. (2Rs 17, 8)

1. Através dos maus costumes se corrompe a religião, uma série de pequenas negligências que parecem inofensivas, mas que acumuladas levam a dissolução da fé. Não é necessário grande discernimento para perceber como hoje a liturgia está sendo quase completamente destruída pelos costumes mundanos: a quietude quase não existe na Igreja, invadiram o recinto sagrado músicas profanas, barulhentas e sentimentalóides; o lobby feminista colocou mulheres no altar e tem mutilado as traduções bíblicas; a propaganda socialista está lá em meio a tantos cânticos ruins e homílias polícias vazias de conteúdo espiritual.  Se esse processo não for parado, no fim não haverá mais fé, já não vai ser mais a Igreja Católica e sim outra coisa. Mas se o sal perder o sabor, ele não serve para mais nada senão para ser pisado pelos homens. Assim a dissolução da fé em Israel foi ocasião da cólera divina exterminar aquele povo, poupando tão somente um pequeno rebanho: a tribo de Judá... 

Que hábitos e costumes deste mundo neopagão, socialista e apóstata não acabamos por assimilar e que tem feito mal a nossa vida espiritual? Pensemos nisso.

Com Deus faremos proezas, e ele calcará aos pés nossos inimigos. (Sl 59(60), 14)
2. Penso no atual totalitarismo global que vem sendo construído. Com Deus faremos proezas; Ele pode inspirar gênios e santos, que desenvolvam tecnologias digitais capazes de burlar o Estado de Vigilância, enviar a confusão das línguas para impedir a conclusão da torre e ao fim calcar os pés sobre esses malditos, derrubando os tiranos de seus tronos.

3. ''Tira primeiro a trave de teu olho...'' A trave em nossos olhos são nossos defeitos. Não estamos dispensados de tentar corrigi-los, e da correção dos mesmos depende também a eficácia de nossas obras para com o próximo: ''... e então verás para tirar a aresta do olho de teu irmão''

Ninguém pode dar o que não tem, nem ensinar o que não sabe, e a primeira cobaia que temos para testar nossas próprias ideias somos nós mesmos.

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