Duas pombinhas e a Economia Popular - De profundis

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Duas pombinhas e a Economia Popular

Apresentação do Senhor | Festa | Segunda-feira
Primeira Leitura (Ml 3,1-4)
Responsório Sl 23(24),7.8.9.10 (R. 10b)
Evangelho (Lc 2,22-40)

A lei veterotestamentária prescrevia um sacrifício para quando da apresentação da criança no templo.  Um cordeiro e uma pomba, contudo na impossibilidade de oferecer o cordeiro, poder-se-ia oferecer duas pombas. Era uma previsão para que os pobres pudessem também cumprir com seus deveres religiosos e tal era sua importância, que a própria Sagrada Família fez uso desta. Mutatis mutandis também as economias precisam de uma camada ''popular'', certa classe de bens de baixo custo - seja por sua massificação ou simplificação - que possam ser adquiridos pelos pobres para que estes venham a saciar suas necessidades e cumprir com seus deveres. Claro que nem toda a economia precisa ser assim, quem tem dinheiro pode ter acesso a bens mais refinados, oferecer o Cordeiro, bom seria que mais e mais gente assim o pudesse... mas a prosperidade não é uma constante na história, nem pessoal, nem coletiva, há flutuações causadas pelas incertezas do clima, da guerra e do mercado. A própria Sagrada Família era de estirpe nobre, a casa de Davi; lembremos de toda a riqueza de Salomão que impressionou a rainha de Sabá, contudo seu descendente São José era um simples carpinteiro. Se tem uma boa situação hoje, caro leitor, pode ser que amanhã não o tenha, pode ser que talvez seus filhos ou netos não o tenham. Caso tenha algum comércio ou uma fábrica, caso seja prestador de serviços, considere de criar uma linha de baixo custo... Não precisa ser o centro de seu negócio, mas é bom que ela exista, pense nisso como uma forma de caridade, as ''duas pombinhas'' com as quais os pobres possam cumprir seus deveres religiosos e oferecer um sacrifício ao Senhor...

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